Evento na Arena Pantanal reuniu atrações para toda a família, instituições sociais, exposição de carros antigos e ações voltadas à valorização do meio ambiente
O Festival Internacional do Chocolate de Mato Grosso encerrou a edição de 2026 com uma programação que foi muito além da gastronomia. Realizado na Arena Pantanal, em Cuiabá, o evento reuniu chocolate, cultura, empreendedorismo, agronegócio, solidariedade, lazer e ações de conscientização ambiental, consolidando-se como uma das principais atrações do calendário de eventos de Mato Grosso.

Entre os diferenciais desta edição esteve a abertura do espaço para instituições e projetos sociais que participaram gratuitamente da programação. Entidades como Espinha Bífida, Lions Clube, Luxo Sem Lixo, APAM-MT e MT Mamma estiveram presentes, levando ao público informações sobre seus trabalhos, projetos e causas.
A participação das instituições ampliou o caráter social do festival e criou um espaço de aproximação entre o público e iniciativas que atuam em diferentes áreas. A proposta foi permitir que essas entidades apresentassem seus projetos e fortalecessem a divulgação de ações que dependem da participação e do apoio da sociedade.

Outro atrativo que chamou a atenção do público foi a exposição de carros antigos. Os veículos fizeram parte da programação como uma opção de lazer e nostalgia, atraindo colecionadores, famílias e visitantes interessados no universo automobilístico.
A sustentabilidade também ganhou espaço no festival. A presença do projeto Luxo Sem Lixo reforçou a discussão sobre consumo consciente, reaproveitamento e redução do desperdício, levando para dentro do evento uma pauta que dialoga diretamente com a necessidade de tornar grandes eventos mais responsáveis ambientalmente.
A preocupação com sustentabilidade esteve alinhada à própria proposta de aproximar o público das diferentes etapas da cadeia produtiva. Ao apresentar o caminho que começa no campo e chega ao consumidor, o festival também estimulou uma reflexão sobre produção, consumo e aproveitamento dos recursos.
Do campo para a mesa
O Sistema Famato participou da programação aproximando o público urbano do agronegócio e mostrando as etapas envolvidas na produção de alimentos. O espaço apresentou informações sobre o campo, a produção rural e a cadeia do cacau, reforçando a importância do produtor para que os produtos cheguem à mesa dos consumidores.
A Trilha do Saber e Sabor foi outro ponto de destaque. O espaço proporcionou experiências relacionadas ao cultivo do cacau e à transformação do fruto, incluindo degustações e informações sobre os diferentes processos que envolvem a produção de chocolate.
O festival também contou com a Carreta do Programa Pequenos do Agro, que apresentou às crianças, de forma educativa e interativa, informações sobre o campo e a produção de alimentos.

Gastronomia e cultura
A gastronomia foi um dos grandes atrativos da edição, com produtos à base de chocolate, doces, pratos variados e opções para diferentes públicos.
O Espaço Asiático acrescentou uma experiência diferente à programação, reunindo pratos como yakisoba, lámen, topokki e nikuman, além de elementos da cultura pop oriental. Apresentações de K-pop e referências a animes ajudaram a transformar o espaço em um dos pontos de maior interação com o público.
As crianças também tiveram programação própria, com oficinas de chocolate, atividades recreativas e parque infantil. A agenda musical e cultural completou a programação e manteve a Arena Pantanal movimentada durante os dias do evento.
Serviços gratuitos e ações sociais
A programação também abriu espaço para serviços gratuitos à população. O Mutirão Rural, realizado nos dias 28 e 29 de agosto, ofereceu atendimentos odontológicos, exames oftalmológicos e serviços de enfermagem.
A proposta ampliou o alcance social do festival, que passou a funcionar não apenas como espaço de entretenimento, mas também como ponto de encontro para serviços, informação e iniciativas de interesse público.
A eleição da Rainha do Chocolate e da realeza do cacau também foi um dos momentos de destaque, especialmente entre as famílias que acompanharam as apresentações durante o evento.
Para a idealizadora do festival, Zilda Castanho, a diversidade da programação demonstra como o evento deixou de ser apenas uma celebração gastronômica para se transformar em uma plataforma de negócios, cultura, solidariedade e conhecimento.
“É uma alegria ver o festival crescer e conseguir reunir famílias, produtores, empreendedores, artistas e parceiros em uma programação tão diversa. O chocolate é o nosso ponto de partida, mas o festival hoje representa muito mais: representa negócios, cultura, conhecimento, solidariedade e oportunidades”, afirmou.
Ao reunir instituições sociais, iniciativas ambientais, exposição de carros antigos, gastronomia, agronegócio, cultura e serviços gratuitos, o Festival do Chocolate 2026 encerrou sua programação com uma proposta cada vez mais abrangente. A edição mostrou que um evento de grande porte também pode abrir espaço para causas sociais, conscientização ambiental, valorização do produtor e experiências culturais, fortalecendo sua presença no calendário de Mato Grosso.































