Você sabe onde o Agro está na sua vida?

 

A agricultura não é apenas uma atividade econômica. Ela é um tema geopolítico, estratégico e de soberania nacional.

Um país que consegue produzir seu próprio alimento possui independência, estabilidade e segurança. Já um país que não consegue alimentar seu próprio povo se torna vulnerável, dependente e fragilizado diante do cenário internacional.

A segurança alimentar é uma das maiores forças de uma nação.

Quem controla a produção de alimentos controla parte importante da estabilidade econômica, da paz social e até das relações internacionais. Por isso, os países que já enfrentaram fome, miséria e escassez sabem exatamente o valor do produtor rural. Eles tratam a agricultura como prioridade absoluta, porque aprenderam, muitas vezes pela dor, que sem alimento não existe dignidade, desenvolvimento ou liberdade.

No Brasil, infelizmente, essa percepção ainda não é plenamente compreendida.

Como somos uma potência agrícola, muitos cresceram acostumados com a abundância nas prateleiras e passaram a enxergar isso como algo automático, como se o alimento simplesmente surgisse pronto, sem risco, sem esforço e sem sacrifício.

Essa falsa sensação de excesso fez nascer, em parte da sociedade, um preconceito injusto contra o produtor rural.

Muitos não enxergam o agricultor como alguém que sustenta a base da economia nacional, mas apenas como alguém ligado ao campo, distante da realidade urbana. Isso é um grave erro.

O agro está no prato, na roupa, no combustível, nos medicamentos, na exportação, na geração de empregos e na arrecadação que movimenta o país.

O agricultor não planta apenas para si.

Ele planta para milhões de pessoas que muitas vezes sequer percebem isso.

Quando o produtor rural está bem, há alimento mais acessível, estabilidade econômica, geração de empregos e desenvolvimento social. Quando ele está sufocado por juros altos, falta de crédito, ausência de incentivo, custos abusivos e insegurança jurídica, toda a sociedade paga essa conta.

O crédito rural, o custeio agrícola e o financiamento de maquinários não são privilégios. São investimentos diretos na segurança alimentar do Brasil.

O governo precisa compreender isso com seriedade.

Fomentar a agricultura não significa favorecer um setor específico, mas proteger um interesse homogêneo e coletivo de toda a população.

Defender o agricultor é defender a mesa da família brasileira.

É defender a economia.

É defender a soberania nacional.

Quem planta sustenta muito mais do que uma lavoura.

Sustenta um país inteiro.

Por isso, antes de criticar o agro, olhe para o seu prato.

E reconheça quem tornou aquilo possível.

FLAVIANE RAMALHO – advogada há 21 anos, com pós-graduações em Direito Agrário, Direito Previdenciário, e Direito do Agronegócio. E Membro da Academia Brasileira de Direito do Agronegócio – ABRADA. E Membro Certificada do LAQI, integrando o modelo de excelência latino-americano, e condecorada internacionalmente “The Lawyer of the Year 2025 – Highly Commended pelo Latin American Quality Institute, e Global Law Firm Quality Certification 2025.

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