Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução
Em depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Michael Douglas de Paula Santos confessou participação no assassinato do advogado e motorista de aplicativo Paulo de Souza Freitas Júnior, 48. Na oitiva, ele detalhou a dinâmica do crime, que passou a ser tratado pela Polícia Civil como latrocínio (roubo seguido de morte).
Segundo o investigado, a corrida foi solicitada por aplicativo por ele e um comparsa com o objetivo de praticar um roubo.
Ainda conforme o relato, ao chegarem a um local escuro, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando um simulacro de arma de fogo e uma faca. Diante da reação da vítima, foi aplicada uma “gravata”, momento em que Paulo perdeu a consciência.
Michael afirmou que, após a vítima desmaiar, ele e o comparsa assumiram a direção do veículo e seguiram até uma região de mata, onde deixaram o motorista. Posteriormente, o corpo foi localizado.
De acordo com a Polícia Civil, embora o inquérito tenha sido inicialmente instaurado para apurar homicídio, o avanço das investigações e o conteúdo do depoimento evidenciaram que se tratou de um crime patrimonial, caracterizando roubo seguido de morte, cuja pena prevista varia de 20 a 30 anos de reclusão.
O caso
O crime ocorreu na noite de 5 de fevereiro de 2026, quando a vítima não retornou para casa e deixou de atender às ligações telefônicas. Um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado. Na manhã do dia seguinte, o veículo de Paulo foi encontrado abandonado nas proximidades do bairro Celina Bezerra, com os cintos de segurança cortados e documentos incendiados no interior do automóvel. Ainda na tarde do mesmo dia, o corpo foi localizado em uma área de mata, próximo aos cintos retirados do carro.
As diligências continuam para identificar e prender o segundo envolvido na ação criminosa.



























