Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Rennan Oliveira
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), disse que mudou de partido para ter liberdade para trabalhar e que não mudou de ideologia de um dia para o outro. Desde o começo da gestão, a relação turbulenta entre ela e o prefeito Abilio Brunini (PL) estravasa as barreiras do Palácio Alencastro e é exposta em entrevistas e nas redes sociais de ambos. Vânia se elegeu pelo partido Novo, mas deixou a legenda para se filiar ao MDB.
“Estou muito tranquila com a minha decisão, então não dormi domingo a noite de direita e acordei de centro ou de esquerda. Continuo a mesma Vânia, só levei essa Vânia para um espaço em que ela tem mais autorização para trabalhar”, disse em entrevista para a Rádio Cultura FM.
Ela relatou ainda que já foi procurada por Janaina Riva, presidente do MDB, para disputar uma vaga na eleição deste ano na Assembleia Legislativa. Vânia disse que vai dar um passo por vez e que não tem expectativa de poder.
“Houve já esse diálogo, esse pré-diálogo. Eu tenho agora que sentar, ver certinho. Como eu disse, não é fácil uma campanha, acabei de passar por uma. Não é fácil. Em 2025, após essa campanha, veio muita coisa ruim. A gente acha que vai colher louros e espaço para trabalhar”, contou.
Vânia comparou seu movimento de deixar o partido com a atuação de agentes da Polícia Militar. Conforme ela, um policial de caráter vai ser o mesmo ao usar a farda. Já quando o policial não tem caráter, o que se tem é um “bandido de farda”.
“O partido não muda as pessoas, eu entendo muito claramente dessa forma. Ah, se é esquerda, se é direita, eu vejo o MDB como um partido muito estratégico. Hoje posiciona-se com viés à direita, é um partido de centro, originalmente de centro”, disse a vice-prefeita.
Vânia disse que foi acolhida pela deputada Janaina Riva em um momento de dificuldade e sofrimento e que se sente acolhida no MDB.
“[A decisão de mudar de partido] foi primeiramente pelo acolhimento que eu estava sofrendo enquanto mulher na política e que a deputada Janaina me resguardou, me amparou, me acolheu, me deu a mão. E não porque é amiguinha, mas porque ela me viu enquanto mulher política”, contou.





































