Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Divulgação
A senadora Margareth Buzetti (PP) disse que o projeto que muda a escala de trabalho no Brasil dando mais dias de folga aos trabalhadores deve ser levado para votação no Congresso Nacional. Em conversa com a imprensa, a parlamentar afirmou que o apoio do governo federal à iniciativa tem fins eleitoreiros visando às eleições de outubro deste ano. Para ela, o interesse na pauta é “governamental e não social”.
“Acho difícil a gente avançar e impedir que seja votado em ano eleitoral e mais preocupante é decidir isso em ano eleitoral. Para mim isso é muito ruim”, externou a senadora.
A fala foi feita em entrevista coletiva durante evento promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, justamente para discutir os impactos de uma eventual aprovação dessa proposta.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 foi apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL) e prevê a substituição da escala de seis dias de trabalho com um de descanso para uma jornada de quatro dias de trabalho e três de folga. Durante as discussões, foi proposto um meio-termo, a chamada escala 5 por 2, com dois dias de descanso por semana.
Para Buzetti, há uma preocupação do setor produtivo em razão da falta de mão de obra já presente no estado e que, em caso de aprovação, tende a piorar. Ela também negou que exista apoio popular para a proposta. Para a parlamentar, o único interessado é o governo.
“Apelo social? Eu acho que existe um apelo governamental para ganhar voto na eleição. Agora, claro que existe um público que quer. Agora, você acha que esse público vai ficar em casa descansando ou vai trabalhar em outro lugar? Trabalhar em outro lugar. Eu acho uma hipocrisia muito grande”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de a redução da escala de trabalho levar à uma redução nos salários dos trabalhadores, a senadora afirmou que isso não seria justo.
“Você não pode reduzir o salário do trabalhador, não pode. Isso não é certo. Não concordo com isso. Mas você tem que ter a liberdade. Quanto menos o governo atrapalhar o setor produtivo seria [melhor, seria] importante”, concluiu a sua fala.


































