Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: PJC
Um homem identificado pelas iniciais C.H.C.R. foi preso nesta quarta-feira (25), no bairro Jardim América, em Sinop (500 km ao Norte), suspeito de apologia a facção criminosa, intimidação a autoridades públicas nas redes sociais e tráfico de drogas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional.
As investigações começaram após a identificação de comentários suspeitos feitos durante transmissões ao vivo em canais oficiais do Governo do Estado. Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava perfis em redes sociais para publicar mensagens com textos e simbologias ligadas a facções criminosas, promovendo essas organizações e intimidando autoridades enquanto discursavam sobre o combate ao crime organizado.
Com o avanço das diligências, os investigadores conseguiram vincular o perfil usado nas transmissões a outras contas na mesma plataforma, todas atribuídas ao mesmo suspeito. Também foram identificados o uso de dados falsos em cadastros digitais e a replicação de conteúdos entre os perfis.
Postagens mais recentes exibiam ostentação de dinheiro, arma de fogo e símbolos associados a organizações criminosas, além de registros feitos dentro e no entorno da residência do investigado.
Diante do material reunido, a Polícia Civil representou à Justiça por medidas cautelares, incluindo busca e apreensão domiciliar e prisão preventiva, que foram deferidas.
Durante o cumprimento da ordem judicial, o suspeito foi flagrado com porções de substância análoga à cocaína. Em razão do entorpecente apreendido, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, passando a responder tanto pelos crimes investigados no ambiente digital quanto pelo novo delito.
Segundo a Polícia Civil, o caso integra as ações de enfrentamento às organizações criminosas que utilizam redes sociais para propaganda ideológica, intimidação de agentes públicos e incentivo a práticas ilícitas. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.



































